sábado, 1 de novembro de 2008

GLOBALIZAÇÃO ESPIRITUAL

Com este pensamento, pretende-se uma globalização dos ensinamentos cristãos que vise uma mudança de comportamento da humanidade em busca da implantação do amor, da cooperação, da fraternidade, da luta constante pela pureza de espírito entre todos que ainda não conhecem o caminho da verdade e da vida. Isto significa dizer que todos que são evangélicos que vivam os seus princípios com amor e felicidade, onde todos que são católicos que continuem com os seus ideais, e todos os outros que professam uma religião cristã; que vivam as suas vidas em cristo sem atacar a ninguém. Este é o princípio da globalização, isto significa dizer, ser cristão sem fronteiras, numa abertura feita sem decreto, para que o mundo inteiro possa conhecer o que se entende por cristianismo redivivo, de luz, de paz e de conforto para todos aqueles que desejam a sua transformação interior.
O que se quer com as religiões, é que se ensine como se libertar da ignorância do bem, sacrificando-se contra o orgulho, vaidade, ganância, ódio, inveja, e muitos outros sintomas de inferioridade que tanto denigre o ser humano, alimentando-se cada vez mais da benevolência, e da humildade das palavras do líder JESUS. As religiões não dizem que as pessoas devem viver o amor, a cooperação e a fraternidade, tal como os espíritos superiores, os puros e os perfeitos têm dentro de si, mas deixam passar para todos aqueles que precisam conhecer o caminho da verdade e da perfeição. A prática de tudo isto independe do ser humano ser protestante ou evangélico, ser católico, maometano, moiseista, seguidor de Crishna, de Buda, ou seguidor de qualquer grupo religioso que procura conhecer Deus para melhorar a sua vida tão conturbada.
Como se tem notícia, em alguns países ou regiões brasileiras, não se pode questionar a postura de um líder religioso, ou a veracidade dos ensinamentos bíblicos como fez John WYCLIFF no início desta era, ou alguns outros que questionaram alguns dogmas que a Igreja católica bradou irreputáveis por seus seguidores. Não é desta forma que se consegue a transformação da índole do homem que ainda animalizado, não consegue se libertar para adquirir o seu livre arbítrio, isto é a sua liberdade de pensamento, a sua real consciência de como se conduzir em busca da vida eterna. Enquanto o ser humano viver em sua contenda religiosa de que sua religião é melhor do que a outra, cujo número de suicídio aumenta assustadoramente, as chacinas aparecem de hora em hora, o medo nas ruas aumenta de maneira espantosa, não se pode ter uma unicidade de religião.
A globalização religiosa deve vir e com certeza virá, quando todos arregaçarem as mangas de sua camisa e partir para a conscientização de seu irmão mais próximo, mesmo que seja um vizinho, ou um amigo de trabalho que vive desregrado no submundo dos diversos vícios que mataram e matam o homem lentamente. A globalização não tem como princípio formar uma nova Igreja, que será mais uma, contudo, tem como fundamento básico ajudar o ser humano em sua transformação, respeitando a todos e a tudo, e tendo aquele que está ao lado como um amigo que trabalha o seu interior. A globalização significa a universalidade dos ensinamentos do pregador JESUS, que aos trinta e três anos de idade, deixou o planeta, porque não se sujeitou às normas do mundo e sua missão havia terminado, dentro dos ensinamentos que Ele propunha trabalhar com fidelidade e resignação.
Não se deve tomar a religião como sendo algo à parte na vida, ela constitui mais um elemento participativo da evolução e do modo de vivência do ser humano, na sua complexidade e peculiaridade de descoberta do caminho que verdadeiramente deve seguir, isto é, ser um co-criador de tudo que o cerca. A religiosidade acontece não somente, nas Igrejas quer seja católica, protestante, budista, maometana, espírita, ou qualquer um outro credo que o homem participe, sem dúvida, ela é o dia-a-dia no trabalho, no lar, nas ruas, em qualquer lugar onde se deve busca a pureza e a luz. Como se sabe, religião é ligação da criatura com o Criador, é buscar ser racional, utilizando sempre a inteligência para o progresso de todos, dentro do princípio de consciência e de sabedoria, cujo ser humano em sua ignorância do bem ainda não conseguiu com firmeza.
Graças ao Criador maior, o mundo já está buscando compreender que religiosidade não significa participar de grupo particular que professa um tipo de pensamento, quanto ao que se entende por Deus, por moral, por ética, pelo relacionamento entre as pessoas e pela boa utilização dos elementos da natureza como partícipe da vida. O espiritismo real e verdadeiro, aquele que o chamam de Kardecista, veio trazer uma visão mais aberta de religiosidade e de compreensão a toda criação divina, mesmo que alguns seguidores ainda permaneçam com os vícios de outros grupos religiosos. Sem dúvida, os espíritas não são perfeitos, no entanto, já avançaram alguma coisa quanto a sua real compreensão de religiosidade, que se fundamenta no desapego de tudo que existe neste planeta que seja materialidade, mas que seja também consciente, nunca forçado à libertação espiritual.
O espiritismo já nasceu dentro do princípio de universalidade, sem criação de rituais, sem dogmas, sem discriminações, sem exigência monetária, sem igrejismo que alimente a vaidade, porém faz brotar a discriminação dos que participam, e dos que não participam daquela congregação que pensam que estão corretos em seus pensamentos. O espiritismo de RIVAIL (1857) é uma proposta de retorno ao cristianismo de JESUS, procurando levar a todos ensinamentos simples sem subterfúgio, sem filosofismo, sem cientificismo, porém ensinamentos lógicos de verdades cristalinamente incontestes. O espiritismo é esta luz que se abre para todos, dentro do catolicismo, do protestantismo, do umbandismo, de outras segmentações religiosas, especificamente na mente dos leigos e ignorantes do bem, que ainda não entenderam o caminho da verdade e da vida que todos devem seguir.
Quando os espíritos querem dá exemplo de sua existência, não recorrem aos Centros Espíritas para mostrar o verdadeiro significado da vida, mas vão de encontro aos simples e às vezes ignorantes para indicar que o intelectualismo, quase sempre retira o homem do seu livre pensar, deixando-o a mercê de sua vaidade umbralina. Os espíritos trabalham de forma universal, no povo simples do campo, no homem da cidade, em mulheres, em meninos e nos homens propriamente ditos, cotidianamente em sonhos, quando do encontro com velhos amigos de outras vidas. Finalmente, é aí onde se encontra a universalidade do espiritismo, que não tem dono, não tem criador, e não tem apaniguados para os seus trabalhos do dia-a-dia, levando a todos ensinamentos por conselhos ou por dificuldades para a auto compreensão de si mesmo, e dos seus amigos trabalhadores.

Nenhum comentário: